Zezé participou como representante do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud). A dirigente sindical tratou dos problemas enfrentados no judiciário baiano. Ela ressaltou a importância da participação do sindicato e disse que o CNJ poderá coletar as manifestações e anseios da base em prol da construção de uma justiça melhor, tanto para os servidores quanto para a sociedade.
A sindicalista pautou o déficit de servidores no Judiciário baiano.
É muito maior no primeiro grau de jurisdição 7 mil servidores, contra 3,5 mil no segundo grau, afirmou.
De acordo com a presidente do Sinpojud, para piorar o quadro, enquanto sobram cargos comissionados nos gabinetes da segunda instância, as comarcas menores sofrem com a falta deles: Precisamos muito que um concurso para contratar servidores seja realizado, pois o último foi feito em 2008, destacou Zezé.
Como ouvintes, participaram, ainda, os diretores do Sinpojud: Zenildo Castro, Jorge Cardoso, Cristovam Oliveira, Maurício Souza e o delegado sindical,
Robertone.
Debates
Alguns dos temas defendidos pelos manifestantes do primeiro dia de audiência: Democratizar a gestão, criar mais mecanismos de transparência e redistribuir de maneira equitativa cargos e funções comissionadas.
Em dois dias de audiência pública, segunda e terça-feira , 17 e 18, respectivamente, o Conselho visa debater mudanças necessárias para a melhoria da primeira instância da Justiça. A previsão é de que participam como manifestantes 60 pessoas, que tiveram suas inscrições deferidas.
A Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados – Fenajud (entidade filiada à CSPB), foi representada pelo secretário-geral da federação, Volnei Rosalen, que tratou de temas como: campo da gestão, campo orçamentário, critérios de produtividade, atividades- fim, entre outros, além da pressão do executivo no Judiciário e eleições nos tribunais.
O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal- STF, ministro Joaquim Barbosa foi enfático em seu discurso de abertura:: Garantir eficiência nos serviços prestados pela primeira instância do Judiciário é dever da administração pública. A eficiência do primeiro grau não é um desejo, não é um sonho, é uma obrigação que advém de um dos princípios constitucionais da administração pública. Não há direito à ineficiência. finalizou Barbosa.
Secom/CSPB





