De acordo com João Domingos, desta reunião poderá, inclusive, sair decisão de, em um curto prazo, uma greve geral no serviço público.
Em entrevista à Rede Globo, na manhã desta terça, o presidente da CSPB não poupou palavras. O líder sindical disse que caso as negociações não prosperem e o Planejamento não reabra o diálogo, o movimento sindical partirá para o Congresso Nacional onde o ambiente, segundo Domingos, parece mais propício para reverter essas decisões, que segundo ele, foram tomadas unilateralmente.
Entre as principais medidas anunciadas estão o congelamento de reajuste para servidores, suspensão de concursos públicos e economia de gastos na saúde.
A intenção, segundo o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é economizar R$ 26 bilhões dos cofres da União. Além disso, o Planalto quer recriar a CPMF.
O congelamento de reajuste para os servidores públicos terá um impacto estimado de R$ 7 bilhões nas despesas da União.
Acompanhe as declarações do presidente da CSPB à Rede Globo:
As medidas anunciadas traçam um ambiente de colapso no serviço público, pois intoxica em definitivo o ambiente de negociação. A pauta não é só o reajuste, são pautas específicas, por Órgão, por categoria e nós fomos unilateralmente interrompido pelo governo. Mas se você conjuga isso com a outra medida do governo que proíbe que o servidor aposente e continue trabalhando no serviço público mediante uma gratificação específica, você retira quantidade de serviço público e prejudica a economia no próprio serviço público, pois um funcionário que ganhava uma gratificação terá de ser substituído por outro com salário inteiro, mas , principalmente, você perde em qualidade do serviço público, já que está sendo retirada experiência do próprio serv. público.
Isso você conjuga ainda com o cancelamento do concurso público, aí você estabelece sim um horizonte péssimo; não apenas para o servidor público, principalmente para o usuário desse serviço. O Brasil é hoje um dos países do mundo que oferece menor quantidade de serviço público. Se comparado aos países desenvolvidos [ em torno de 5% contra 18% nos países desenvolvidos]. Esse ambiente então vai piorar bastante. Portanto, esta decisão nós vamos tomar hoje; vislumbramos em um curto prazo um ambiente de greve geral no serviço público.
Então, primeiro tentaremos reabrir o diálogo, que é o que está faltando. Se o governo consultar os servidores públicos, nós o ajudamos a conter até mais despesa do que ele propôs; mas mediante as medidas corretas. Não medidas simplistas como essa.
Caso não prospere e não reabra o diálogo, iremos ao Congresso Nacional onde o ambiente nos parece mais propício para reverter essas decisões.
De acordo com Domingos, a reação dos servidores ao tomarem ciência dessas decisões por parte do Governo, foi de extrema decepção; já que havia um ambiente favorável de negociação. O servidor já havia, inclusive, concordado de enviar a sua cota de sacrifício, aceitando um reajuste de 5,5% em janeiro de 2016, contra uma inflação de 2015 que hoje passa dos 10%. Então é um ambiente de decepção; nos parece que o governo está muito mais preocupado em resolver seu problema fiscal que com o serviço público
Isso eu repito que o principal afetado será a popuação. Nós fazemos esse apelo para que a população entenda que massacrar o servidor público agora é receber menos e de menor qualidade os serviços públicos. Clama o presidente da CSPB.





